XXX Colóquio Heidegger; VIII Congresso da Sociedade Iberoamericana de Estudos Heideggerianos - Sendas do Tempo
28/02/2026 • GT Heidegger
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LOCAL: UERJ, Rio de Janeiro, Brasil. Auditório 91 e salas do Programa de Pós-graduação em Filosofia
Chamada para trabalhos
O XXX Colóquio Heidegger e o VIII Congresso da Sociedade Iberoamericana de Estudos Heideggerianos reúnem-se sob o tema “Sendas do Tempo”, inspirado na comemoração dos 100 anos do curso de verão ministrado por Martin Heidegger em 1925, Prolegômenos à História do Conceito de Tempo. Nesse curso, Heidegger apresenta o “verdadeiro sentido do a priori” enquanto a terceira descoberta essencial da fenomenologia e, ainda, que o a priori é um título de ser, mas adverte: esclarecer o sentido do a priori fenomenológico pressupõe compreender o tempo. Para Heidegger, Husserl empreendeu um movimento decisivo ao liberar o a priori dos limites subjetivos nos quais Kant os confinou. A ideação, enquanto parte da intuição categorial, mostrou que os significados não-sensíveis configuram e constituem a visibilidade do real; porém, como dados oferecidos à intuição, eles não são subjetivos. Mas eles também excedem a experiência particular, portanto, não estão como que radicados na realidade efetiva. Nesse sentido, se a experiência intuitiva que recobre uma significação e deixa ver o ente enquanto tal implica na intuição de ser, então, ser é o que por princípio configura a visibilidade do real: o a priori é um título de ser. Superando o subjetivismo e o realismo ingênuo, é preciso ver a natureza “temporal” do a priori e sua referência à constituição compreensiva: o a priori – título de ser - é o anterior (das Frühere) porque original em relação à interpretação de qualquer modo de ser dos entes. Portanto, toda a questão - do verdadeiro a priori - será a elaboração do sentido temporal do próprio ser, pois, enquanto o mais originário, ele deve responder pela esfera de doação (Gegebenheit) última de possibilidade de manifestação dos entes. É nesse caminho que está radicada uma certa conduta investigativa: caminhar segundo a orientação das sendas do tempo. Desse modo, ao longo de mais de um século, o pensamento heideggeriano sobre o tempo segue inspirando debates acadêmicos e dialogando com diferentes áreas da filosofia, como a fenomenologia existencial, a ontologia fenomenológica, a filosofia das ciências humanas e naturais, entre outras. Este evento se propõe a revisitar e aprofundar os principais aspectos da filosofia heideggeriana relacionados à temporalidade, destacando sua centralidade na constituição do ser, da existência e da historicidade. Os trabalhos poderão ser submetidos em duas categorias:
Apresentações em mesas com até três participantes, proferidas por participantes regulares dos Colóquios Heidegger e membros da SIEH. As propostas deverão conter obrigatoriamente: título, autor e filiação institucional, resumo de até 500 palavras, três palavras-chave.
Comunicações apresentadas por estudantes, mestres, doutores, pesquisadores e profissionais. As propostas deverão conter obrigatoriamente: título, resumo de até 500 palavras, autor, titulação, linha temática sugerida, filiação institucional, orientador(a) (para estudantes), três palavras-chave.
Linhas temáticas sugeridas
- A historicidade de ser
- Analítica existencial e temporalidade
- Filosofia, pensamento e História da Filosofia
- Tradição, desconstrução e superação.
- Heidegger, Ciências da Memória Cultural e a Filosofia da Memória
- Heidegger, teoria da saúde e psicopatologia fenomenológica
- A questão da técnica e o Antropoceno
Cronograma
- Submissões: até 05 de agosto
- Avaliação: Agosto
- Divulgação dos resultados: Setembro
(Os resultados serão divulgados no site do Colóquio Heidegger e da SIEH)