A escolha e a visão: Iris Murdoch e o existencialismo

vol. 30, n. 2 (2025) • Philósophos: Revista de Filosofia - Revista UFG

Autor: Claudio Reis

Resumo:

O objetivo deste texto é explorar, em traços amplos, um momento na história da filosofia moral do século XX, em que se articula uma determinada crítica à “filosofia moral moderna”. Em particular, procuramos resgatar o uso peculiar que faz Iris Murdoch da etiqueta “existencialismo” para formular sua versão dessa crítica. Em 1953, Iris Murdoch publica o primeiro livro em língua inglesa dedicado a expor o pensamento de Jean-Paul Sartre. Se, de início, Murdoch viu no existencialismo uma filosofia revigorante – um contraponto às estrituras da formação filosófica que recebera em Oxford, ainda sob a influência do positivismo lógico de A.J. Ayer – aos poucos percebe na filosofia moral exposta em O existencialismo é um humanismo uma afinidade subterrânea com a filosofia moral que despontava no contexto britânico com a obra de Richard Hare. Sob o nome genérico de “existencialismo”, então, desenvolve um amplo diagnóstico das falhas da filosofia moral na primeira metade do século XX e, com base nele, começa a esboçar uma visão alternativa que, no entanto, não leva à completude, afastando-se da filosofia acadêmica para dedicar-se à literatura ainda no início dos anos 1960.

ISSN: 1982-2928

DOI: https://doi.org/10.5216/phi.v30i2.83976

Texto Completo: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/83976

Palavras-Chave: Iris Murdoch, Jean-Paul Sartre, existencialismo, Richard Hare, filosofia moral ? séc. XX.

Philósophos: Revista de Filosofia - Revista UFG

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