AN EPISTEMIC VIRTUE-THEORETIC SOLUTION TO THE PROBLEM OF AI AUTHORSHIP

Síntese - Revista de Filosofia v.52, n.164 • Síntese - Revista de Filosofia

Autor: Tiegue Vieira Rodrigues

Resumo:

O conceito de escrita distante (distant writing) de Luciano Floridi, que é a produção textual mediada por IA generativa, apresenta um desafio às concepções tradicionais de autoria e agência epistêmica. Neste artigo, analisamos as consequências epistemológicas desse novo paradigma. Nosso argumento é que, embora a escrita distante pareça reduzir o papel do autor, ela o reformula, deslocando o locus da competência epistêmica da composição textual direta para os atos de segunda ordem de estabelecimento de metas, elaboração de prompts (comandos) e curadoria. Ao comparar esse fenômeno com a concepção da epistemologia da virtude de Ernest Sosa sobre a agência epistêmica, desenvolvemos uma epistemologia da autoria para a era da IA. Segundo a visão que defendemos, o Modelo da Curadoria Apta (Apt Curation Model), o autor humano permanece o agente epistêmico central, não como o originador das sentenças, mas como o curador virtuoso cuja habilidade torna o texto final uma performance epistêmica apta. Concluo considerando e refutando a objeção de que a opacidade dos modelos de IA reduz o sucesso autoral à mera sorte epistêmica.

Abstract:

Luciano Floridi’s concept of distant writing, which is the textual production mediated by generative AI, has presented us with a challenge to traditional accounts of authorship and epistemic agency. In this paper, we analyze the epistemological consequences of this new paradigm. Our argument is that while distant writing seems to reduce the author’s role, it reframes it, shifting the locus of epistemic competence from direct textual composition to the second-order acts of goal setting, prompting, and curation. By comparing this phenomenon to Ernest Sosa’s virtue-theoretic account of epistemic agency, we develop an epistemology of authorship for the AI era. According to the view we advocate, the Apt Curation Model, the human author remains the central epistemic agent, not as the originator of sentences, but as the virtuous curator whose skill makes the final text an apt epistemic performance. I conclude by considering and rebutting the objection that the opacity of AI models reduces authorial success to mere epistemic luck.

ISSN: 0103-4332

DOI: 10.20911/21769389v52n164p53572025

Texto Completo: https://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/6209/5571

Palavras-Chave: Generative AI. Authorship. Virtue epistemology. Epistemic Agency, Luciano Floridi. Epistemic Responsibility.