REFRAMING AI GOVERNANCE: CAPABILITARIAN INSIGHTS FOR THE FUTURE OF WORK

Síntese - Revista de Filosofia v.52, n.164 • Síntese - Revista de Filosofia

Autor: Anastasia Siapka

Resumo:

Os recentes avanços em inteligência artificial (IA) alimentaram um debate vigoroso sobre o futuro do trabalho — um debate repleto de previsões quantitativas acerca dos empregos ameaçados pela IA, assim como de comparações consequencialistas entre os custos e benefícios antecipados da automação. Neste artigo, porém, examino se a Abordagem de Capacidades (AC), tal como originalmente desenvolvida por Amartya Sen e Martha Nussbaum, pode contribuir para esse debate sobre o futuro do trabalho e, em caso afirmativo, considero a forma que tal contribuição poderia assumir. Proponho um paradigma da Abordagem de Capacidades, centrado no florescimento humano, para o futuro do trabalho, orientado a moldar a automação impulsionada por IA de modo a ampliar a capacidade dos cidadãos para o trabalho e o lazer, bem como expandir de forma mais ampla a sua liberdade. Defendo esse novo paradigma contra possíveis objeções e concluo avaliando suas diferenças em relação aos paradigmas preditivos e consequencialistas predominantes na literatura. Por fim, apresento recomendações para a pesquisa, políticas públicas e aplicações práticas.

Abstract:

Recent advances in artificial intelligence (AI) have sparked a lively debate on the future of work—a debate replete with quantitative predictions about the jobs threatened by AI alongside consequentialist comparisons between the anticipated costs and benefits of automation. Instead, in this paper, I explore whether the Capability Approach (CA), as originally developed by Amartya Sen and Martha Nussbaum, can contribute to this future of work debate and, if so, I consider the form that this contribution could take. I advance a flourishing-centred, capabilitarian paradigm for the future of work, aimed at shaping AI-driven automation so as to enable citizens’ capability for work and leisure as well as a broader expansion of their freedom. I defend this novel paradigm against potential objections and conclude by evaluating its differences from the predictive and consequentialist paradigms prevalent in the literature. Finally, I provide recommendations for research, policy and practice.

ISSN: 0103-4332

DOI: 10.20911/21769389v52n164p703/2025

Texto Completo: https://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/6186/5577

Palavras-Chave: Capability Approach. Future of work. Automation. Artificial Intelligence. Human flourishing.