Contrariar fantasmas coloniais: incorporação como método filosófico
vol. 48, n. 3 • Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp
Autor: Luís Thiago Freire Dantas
Resumo:
| Este ensaio problematiza a noção moderna de filosofia, a partir da escravização, propondo um exercíciode imaginação política da diáspora africana, ou seja, uma ação em que a revisitação ao passado marca uma repetiçãonos territórios escravizados a qual ultrapassa expectativas de apaziguamento. Para isso, enfatiza-se a necessidade deum método filosófico que leve em conta a antinegritude. Inicialmente, há um questionamento da ideia abstrata dehumanidade e sua regulação de grupos humanos; em seguida, por meio da figura do “fantasma” como significante de umtempo passado, o qual dinamiza a atualidade por acentuar sistemas contemporâneos de exclusão. No segundo momento,aprofunda-se no termo “incorporação” para justamente ratificar como os corpos esquecidos pela modernidade, ao seapresentarem como protagonistas de suas epistemes, refazem a própria noção de filosofia em conexão com elementosculturais diaspóricos Esses dois momentos têm a intenção de responder à pergunta de Saidyia Hartman: “Para que fimo fantasma da escravidão é invocado?” Portanto, este ensaio busca evocar como as narrativas da escravidão não revelamapenas um passado distante, mas mostram que, como herdeiros de uma história de violência, os seres humanos estãoimbricados em uma parte de rede de conhecimentos interrompidos. |
ISSN: 1980-539X
DOI: https://doi.org/10.1590/0101-3173.2025.v48.n6.e025183
Texto Completo: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/17826
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