Quem enfrentar um monstro deve tomar cuidado para não se tornar outro: Peter Sloterdijk e a negação da Teoria Crítica

vol. 48, n. 4 • Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp

Autor: Bräulio Marques Rodrigues

Resumo:

A partir do diagnóstico de Peter Sloterdijk sobre o estatuto político da teoria, na filosofia contemporânea alemã, este artigo analisa criticamente a abordagem da Teoria Crítica [Kritische Theorie] de Jürgen Habermas e seus desdobramentos, em Axel Honneth. Argumenta-se que Sloterdijk rejeita o papel central da negatividade e da consciência infeliz, na tradição da Teoria Crítica, reinterpretando a crítica social em função de um viés nietzschiano. O trabalho investiga essa oposição, por meio de uma análise comparativa entre Sloterdijk, Habermas e Honneth, destacando como a proposta sloterdijkiana rompe com a racionalidade discursiva habermasiana e sugere uma reconstrução da crítica filosófica, baseada na autoafirmação timótica e na lógica da dádiva. A pesquisa conclui que, ao deslocar a crítica da ideologia para um paradigma afirmativo, Sloterdijk reformula a relação entre teoria, política e subjetividade, desafiando os pressupostos normativos da Teoria Crítica e apontando para um modelo alternativo de emancipação, amparado na autoconstituição do sujeito.

ISSN: 1980-539X

DOI: https://doi.org/10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025045

Texto Completo: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/17062

Palavras-Chave: Sloterdijk, Teoria, Crítica, Honneth

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