Injustiça, reparação e transformação social em uma perspectiva rawlsiana

vol. 48, n. 4 • Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp

Autor: Ulysses Ferraz

Resumo:

O artigo examina de que modo a teoria da justiça de John Rawls pode orientar respostas normativas, diante de contextos de injustiças persistentes. O ponto de partida é o modelo de Pablo Gilabert, o qual oferece um enquadramento metodológico – o ponto de vista transicional – para pensar a passagem entre princípios ideais e processos de transformação social, servindo aqui como introdução conceitual ao problema do manuscrito. A partir desse horizonte, o texto analisa diferentes abordagens voltadas à ação em face da injustiça, mostrando sua compatibilidade com a justiça como equidade e a possibilidade de articulá-las de modo complementar. São discutidas, nesse percurso, a desobediência civil e a resistência militante (Lyons, Kaufman, Chambers), as reparações por injustiças históricas (Shelby), as estratégias de superação de regimes capitalistas (Wright) e a proposta de uma sociedade do autorrespeito (Wenar). O argumento central é que essas teorias, embora distintas em seus âmbitos – político, corretivo, institucional e cultural –, podem ser compreendidas como expressões convergentes de uma orientação normativa rawlsiana voltada à transformação social. A utopia realista, nesse contexto, funciona como princípio unificador de uma justiça dinâmica, capaz de integrar resistência, reparação e reforma, sem ruptura da coerência teórica.

ISSN: 1980-539X

DOI: https://doi.org//10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025194

Texto Completo: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/17889

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