Artes marciais e filosofia dualista: conflito, harmonia e a busca pelo equilíbrio

vol. 48, n. 5 • Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp

Autor: Fanghui Li; Liang Fu

Resumo:

Este artigo enfoca de que modo a reconstrução do eu moral e da liberdade espiritual pode ser realizada por meio da análise filosófica da unidade dialética, na prática das artes marciais. Ele examina como filosofias orientais, como o taoísmo, o budismo e o confucionismo, influenciam as artes marciais, enfatizando a integração de forças opostas, como mente e corpo, força e suavidade, ataque e defesa. Ao articular uma afirmação central de que as artes marciais servem como veículos incorporados para a transformação ética, este texto contribui para os debates contemporâneos sobre ética da virtude e filosofia da mente. Ele argumenta que as artes marciais, particularmente o Wushu, incorporam uma filosofia prática baseada na fenomenologia do corpo, fundamentada na estrutura dinâmica do Yin e do Yang. Essa dialética incorporada promove a virtude, ao integrar as dimensões afetiva, física e cognitiva do autocultivo. Envolvendo-se com as tradições ocidentais de subjetividade e a teoria corporal moderna, o artigo explora como as artes marciais transcendem as dicotomias, oferecendo uma perspectiva ética holística que integra mente e corpo. Em última análise, as artes marciais emergem como uma prática ética vivida de autocultivo, resiliência e harmonia.

ISSN: 1980-539X

DOI: https://doi.org/10.1590/0101-3173.2025.v48.n5.e025131

Texto Completo: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/17499

Palavras-Chave: Artes Marciais, Taoismo, Prática Incorporada, Dualismo, Unidade Dialética

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